Se vira, malandro!
Autor: Guilherme Pierri
Contrariando a fama de boêmio do sambista, os caras acordam cedo, pegam o buzão em algum lugar distante e desembarcam na orla para faturar algum de quiosque em quiosque cantando sambas e pagodes e passando o pandeiro para os turistas e nativos. São dezenas de grupos que se espalham pela praia de Copacabana. A rapaziada do “Camurça, Sô” não é diferente. Cantando “Amélia”, de Mário Lago, e outros sambas tradicionais, entremeados pelos pagodes ouvidos nas rodas de maior responsa da cidade, eles vão se virando. Adilson Raiz, o líder do grupo, diz que até há pouco, eles tinham uma roda fixa em Niterói toda quinta feira, mas agora estão sem nada. “Então o jeito é a gente vir pra cá. O que não pode é ficar parado”, diz ele. O grupo é eclético: “Cada um é de uma escola. Tem da Beija Flor, da Portela e Grande Rio”. Fica aqui, no nome do “Camurça, Sô”, a homenagem a toda essa galera que se vira no batuque e nos acordes do banjo pra descolar algum.







