Luiz Carlos da Vila, o show tem que continuar…
Autor: Guilherme Pierri
Certa vez, em um samba de roda em Caraguatatuba (litoral norte de São Paulo) conversando com o partideiro Chapinha do Samba da Vela, começamos a resenhar sobre Da Vila - Eu até o momento, não conhecia muito sobre sua personalidade, e sim apenas sobre suas belas canções - que por sinal dispensam comentários.
Chapinha que já teve a felicidade de participar de inúmeras rodas com Luiz Carlos, rasgou elogios sobre o compositor e acreditem, o comparou até com Cartola!
A partir desse dia, resolvi me aprofundar mais sobre as raízes de Luiz Carlos e vi que meu amigo Chapinha tinha toda razão: A sofisticação e elegância do seu estilo músical era muito refinado.
O simples nome artístico “da Vila” foi adotado em 1977 após sua entrada para a ala de compositores da escola de Samba Unidos de Vila Isabel, já que morava na Vila da Penha, subúrbio carioca. Era sempre visto nos pagodes do bloco Cacique de Ramos, lugar que tocava e apresentava seus Sambas desde 1978. Sua primeira música gravada foi “Graças ao Mundo”, interpretada pelo conjunto Nosso Samba, ainda na década de 70.
Gravou e aprendeu muito com Antônio Candeia e, que de tamanha admiração rendeu um CD em 1998 “A Luz do Vencedor” dedicado exclusivamente à obra do compositor da Portela.
Da Vila foi um sambista que em suas músicas, encarnou o verdadeiro espírito das vilas e bairros do subúrbio carioca: músicas alegres, espirituosas, sem esquecer o lado racional e até mesmo crítico social e político.
O poeta nos deixou no dia 21 de outubro de 2008, após 59 dias internado no hospital do Andaraí.
Morre o Poeta, mas não a poesia…
“se foi e ao mundo inteiro disse ADEUS! É triste mas foi mais um bamba, que o mundo do samba perdeu…”







